Instituto Inovação Social
Instituto Inovação Social
Identidade visual e sistema de apresentação para um instituto que atende 5 mil pessoas por ano e precisa se sustentar na mesa da prefeitura, do conselho e do patrocinador.
O ponto de partida
Fundado em 2015, o Instituto Inovação Social atua com educação, inclusão social, esporte, cultura, saúde e bem-estar. São mais de 5.000 pessoas atendidas por ano, 560 crianças nas creches todos os dias e 33 cestas básicas por semana. É reconhecido pelo CMAS de Osasco e pelo CNAS, é Escola Parceira e trabalha com o Banco de Alimentos da prefeitura.
Uma organização desse porte não conversa só com a comunidade. Conversa com prefeitura, com conselho, com empresa patrocinadora, com órgão que fiscaliza. Cada uma dessas conversas exige um material que se sustente sozinho na mesa de reunião.
O problema não era falta de trabalho para mostrar. Era falta de forma para mostrar. Toda apresentação nova começava do zero, cada uma com uma cara, e os números que provam o impacto ficavam soltos em documento de texto.
O conceito
Três pessoas lado a lado, e a do meio é a que recebe.
O símbolo são três figuras humanas em bloco: duas azuis nas laterais, uma amarela ao centro. A leitura é imediata mesmo em tamanho pequeno, porque não depende de detalhe fino — são formas cheias, cantos arredondados, nenhum traço.
A composição carrega o modelo de atuação do instituto. Ninguém age sozinho: as figuras laterais são o poder público e o parceiro privado, e no meio está a comunidade, que é quem o trabalho existe para atender. É por isso que a figura central é a única em amarelo. Ela é o assunto, não o coadjuvante.
A cor divide função. O azul carrega a institucionalidade — é a cor que fala com prefeitura, conselho e patrocinador. O amarelo carrega a parte humana. O azul profundo dá fundo e peso quando o material precisa.
A proporção também tem regra: o azul domina, o amarelo aparece como calor pontual. Invertido, o instituto pareceria festivo demais para quem assina convênio.
A tipografia é a Poppins — geométrica, terminações arredondadas, sem serifa e sem contraste. Combina com as formas cheias do símbolo e mantém a leitura fácil no cartaz da unidade e no slide de reunião com a mesma naturalidade.
O manual
Nove páginas: capa, sumário, sobre, símbolo, variações, tipografia, variação de cores, o que não fazer e a paleta com CMYK e Pantone fechados.
A página "O que não fazer" é a que faz o manual ser usado. Sem ela, cada pessoa que precisa aplicar a marca decide sozinha o que é aceitável — e a regra só existe depois que alguém já errou.
O kit de apresentação
Onze páginas, e é a parte mais aplicada do projeto: abertura com o mote, propósito e histórico, compromisso em visão, valores e missão, o modelo de atuação em cinco etapas, quem o instituto impacta separado em poder público, comunidade e empresa parceira, as iniciativas em cartões, a página de números e depoimentos, os selos e reconhecimentos, e o fechamento com a assinatura manuscrita.
Todas as páginas em formato editável, com áreas de imagem marcadas e texto de exemplo. A equipe monta apresentação nova sem começar do branco — que era exatamente o custo que o instituto pagava toda vez.
O resultado
O instituto deixou de refazer apresentação a cada reunião. O material que vai para a prefeitura, para o conselho e para o patrocinador sai do mesmo sistema, com os números de impacto no lugar certo e a marca aplicada da mesma forma em todos eles.
Onze anos de operação passaram a ter uma forma que acompanha o tamanho do trabalho.






















